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março 29, 2006

Soneto

O que quero no mundo é véu - é trama
urdida de paciência e mistério
(nada falta no mundo, neste sério
depósito de sobras)... ri-se a fama,

exposta em honor e vitupério:
Ri da torta na cara de quem ama,
ri da carne, do sangue, ri da lama,
e ri de rir, num ronco frouxo e fero.

Haveria razões de riso, caso
o riso não fosse filho de um siso
pouco encontrado neste aro aceso

de um fogo frio... mais um brilho teso
que fogo, uma vergonha sem juízo,
onde uma alma se afoga no raso!

Por Igor, março 29, 2006 12:51 PM

Comentários

Igor, acabo de ráptar seu soneto e coloca-lo no meu blog...pode ir ver...

Posted by: Aldo Luiz at março 29, 2006 06:53 PM

Que bom que você gostou, Aldo - assim ficamos quites, já que você foi tão gentil ao emprestar sua obra para ilustrarmos a aposta de Fevereiro.
Abraço,

Posted by: igor at março 29, 2006 08:20 PM

Cuidado, Aldo. "Rapto" tem fins sexuais. Tadinho do soneto.

Posted by: david at março 31, 2006 04:08 PM

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