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Voavam dentes-de-leão. As estudantes de enfermagem passavam por ele, que passava por elas. Uma tinha cheiro de hospital. Ele se sentiu ofendido com aquilo tudo.
Outra era gorda e branca, não de uma brancura rósea ou pálida, mas amarela (um branco amarelo, bege). Cor de camisa promocional envelhecida. Cheiro de nada. Tamanho de passar sob seu braço, se o levantasse; pensava nisso quando da bolsa dela caiu uma carteira. Ele pegou e foi atrás, ela continuou andando até a mão pesada tocar-lhe os ombros:
-Aah!
-Calma. Você deixou cair isto, - estendendo a carteira, a frase ainda no meio; ela recebeu interrompendo:
-Obrigada - ofegante.
Ele foi pro canto da calçada, ela foi embora com passos curtos e mais velozes. Suspirando, reprovava-se pela timidez, sonhando com o próximo encontro, quando um caminhão a destroçou no cruzamento que pisara sem notar. Ele estava olhando para o outro lado.
No dia seguinte, decreto municipal proibiu o tráfego de veículos pesados naquela avenida.
Por Igor, agosto 16, 2005 01:50 PM
É isso. Como disse, certa vez, o poeta Drummond: "Stop, a vida parou ou foi o automóvel?"
Posted by: Cláudio Costa at agosto 19, 2005 02:25 PM