
800x600, pelo menos. Maximize a janela, por favor. E se você não está vendo esse blog direito porque usa algo além de IE, Firefox ou Opera, convenhamos, a culpa é minha?

« Manual de caça ao tesouro, introdução | Principal | Repost - Oh, Porco! »
Há uma rede de supermercados que promoveu em sua loja aqui na cidade onde moro o "Dia da Carne", vulgo ontem. Funciona assim: As estantes com bifes e peças para escolha do cliente são esvaziadas e quem quiser comprar carne precisa esperar numa fila para levar a carne cortada na hora, sem a opção de escolher se aquele filé está bem cortado ou se a alcatra está com muito ou pouco sangue. A fila, quando cheguei, tinha cerca de quinze pessoas. Ora, vive-se sem carne também.
No caminho para casa, sempre vejo - de dentro do ônibus - uma loja designada, por cartazes em sua única vitrine, de Sex Shop. A loja parece ter uns 4 metros quadrados, e tudo que consigo ver da rua são calcinhas cafonas e vendedoras feias. Mas faz sentido, gente feia parece que só pensa em sexo; lembro dos infelizes que estudaram comigo, com aquelas fuças, se achando os maiores comedores da história.
As pessoas aqui, que engraçadas, vivem me ensinando coisas. Geralmente falam de política, e me ensinam coisas sobre política. Quando estou com paciência, isto é, nunca, ouço quietinho; nas outras vezes pergunto quais são suas opiniões sobre a política tributária de Vespasiano. Deveria bastar para calá-los, mas não.
Aqui os crentes ouvem música evangélica em carros com caixas de som no porta-malas, em volume suficiente para impedir um sujeito honesto de prestar atenção na novela das sete. E os cantores de seresta nos bares puxam uma appogiatura muito aguda, em falseto, a cada nota com que os compassos das músicas começam, numa estética um pouco parecida com a do grunge. Não que eles saibam que estão fazendo isso; o efeito final parece um soluço.
Por Igor, junho 16, 2005 01:14 PM
É muita coisa. Eu não sairia na rua. hehe
Abraço!
Posted by: Gejfin at junho 22, 2005 04:01 PM