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A música brasileira, de uma forma geral, quando não é brega é chata. Daí, para se descrever exatamente qualquer cantor/a, dupla, grupo ou orquestra por aqui, deve-se fornecer dois números: o coeficiente de breguice e o de chatice.
Por exemplo cito Roberto Carlos, que é chamado Rei, num país dolorosamente republicano, por ter atingido a menor taxa de chatice possível sem que a breguice chegasse a um ponto sem volta.
Robertinho não precisa provar nada; é fato que escreveu um punhado de boas canções, nem muitas nem muito boas, mas o suficiente para ser infinitamente superior a qualquer Caetano Veloso ou Milton Nascimento: Superior porque muito menos chato e só um pouquinho mais brega.
Mas não é para elogiar o Roberto Carlos que escrevi este texto. O que quero lembrar a vocês é: O Roberto Carlos era um astro pop em Pindorama, quatro décadas atrás, cantando coisas como
"Broto tem que usar monoquini
Não suporto mais o biquini"
O que, convenhamos, não é muito melhor que festas no apê d'estora. Imagino até que, da mesma forma que hoje acham o Latino horroroso, tempos atrás alguém deve ter considerado o Roberto Carlos, com aquele cabelo e aquelas roupas, um completo papanatas (o que não melhora em nada a situação do Latino, diga-se).
Daí concluo que, em quarenta anos, há grandes chances de Latino ser chamado "Rei". Afinal, até a gente como Pelé e Xuxa já se deu majestade nas bandas de cá. Basta que alguém aceite o papel de sucessor do amigo Erasmo Carlos, o Richelieu da Amigo Records. Voto em mim mesmo, afinal, música popular dá dinheiro.
Por Igor, junho 6, 2005 09:13 PM
Por que "até ao Pelé"? Em campo ele era mesmo um rei. Melhor teria sido se não quisesse ser um rei fora do campo.
E isso de chamar idolos populares de "Reis" é mais uma imitação dos americanos. Começou com Al Johnson. Depois foram reis por lá Frank Sinatra, Nat "King" Cole, Elvis Presley (esse principalmente!), Michael Jackson... Até Jerry Lewis andou sendo rei por lá! E nós, macaquitos, imitando...
Posted by: Jorge Nobre at junho 7, 2005 01:42 AM
Mas como demonstrou Umberto Eco, música ligeira não tem muito sentido nem profundidade nos versos. ;)
Nem Roberto Carlos, nem Latino, nem John Lennon ou Bob Dylan.
Posted by: Andre kenji at junho 7, 2005 06:47 PM
Igor,
Não sou fã do Roberto Carlos, mas o respeito muito. É fato que ele têm um punhado de músicas, e desse punhado há muito, que não seja semelhante à biquinis e calhambeques.
Como não sou fã, não posso indicar exemplos, mas há algumas que me tocam profundamente, e que tem conteúdo. "As baleias" é uma delas.
Sei que debater a discografia do Roberto Carlos não é o foco aqui, tampouco é o que quero. Minha opinião, porém, é de que ele arrastou toda uma geração e criou a trilha sonora de um movimento importante. Roberto Carlos é, sim, um Rei. Latinos da vida, são somente pops, são efêmeros, e não criam nada, não contribuem para nada a não ser para estupidificar as massas.
E Jorge Nobre: no campo, o rei mesmo é o Maradona.
Abraço
Posted by: Dael at junho 7, 2005 09:47 PM