
800x600, pelo menos. Maximize a janela, por favor. E se você não está vendo esse blog direito porque usa algo além de IE, Firefox ou Opera, convenhamos, a culpa é minha?

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Quantos gigabytes usados com música: Calculo em torno de 10GB, entre hds e cds com arquivos baixados. Devia ser maior o espaço com música, é que o Kazaa é horroroso e só há uma semana que descobri o limewire.
Último CD que comprei: Último mesmo foi um single do Moloko, na Austrália, e era presente. Para mim, um com 16 valsas de Brahms e trechos de sua sinfonia em Dm (Não lembro o #, mas é aquela que começa parecida com a nona de Beethoven).
Música tocando no momento: Staring at the Sun, U2. Antes dela era Speakeasy, Shed Seven, e depois vem Autumn Leaves, Chet Baker.
Cinco músicas que tenho escutado bastante:
Estou sempre ouvindo Smiths, REM, U2, Foo Fighters, Smashing Pumpkins e Weezer também.
Pessoas para quem estou passando: John Santos, para ver quantas vezes uma pessoa fala de smiths num só post; Gladstone, como estímulo a postar e porque foi o único que respondeu outra a lista, a dos livros; e aos amigos de apostos, se quiserem.
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P.S.:Repararam no layout novo? Pois é. Digam por favor se está, se não bonito, pelo menos funcionando bem, em suas resoluções e navegadores. Obrigado.
Por Igor, 06:18 PM | Comentários (5)
Sempre ouvi críticas à publicidade de cigarros, dizendo que as peças retratavam um sujeito que tinha tudo que se podia querer e associando seu sucesso ao hábito de fumar. Se faziam isso, não vejo nada de errado. O consumo de cigarros sempre foi vedado a pessoas com menos de dezoito anos (não que isso seja obedecido, mas a regra é essa), e quem tem mais de dezoito anos devia saber que acender um free não vai te transportar para dentro de um volvo com duas suecas alisando sua perna.
Perigo muito maior existe nas propagandas de achocolatado. A última de Nescau, então, é uma grave ameaça: Em primeiro lugar porque o produto tem por público-alvo justamente os menores de dezoito anos, de quem se espera menor capacidade de discernimento; em segundo porque associa ao consumo do produto êxitos ainda mais absurdos. Listo: O rapaz, aparentando uns quinze anos, toca bateria com destreza, e depois executa uma vertiginosa série de saltos mortais até chegar aos cientistas - seus subalternos - para provar o novo nescau.
Daí teremos adolescentes acreditando que o consumo de nescau os fará capazes de desbancar Taylor Hawkins e Daiane dos Santos em suas respectivas áreas, além de chefiar uma equipe de cientistas, e tudo isso aos quinze anos; quando todos sabemos, nós adultos realistas e espertões, que isso é absolutamente impossível, principalmente no caso daqueles que consomem muitos produtos como Nescau, Toddy (principalmente essa horrorosa versão com coco), Xocopinho e assimilhados; destes sabemos que aos quinze anos estarão, muito provavelmente, gordos e totalmente incapazes até de tocar flauta e passar na roleta do ônibus sem ser de lado.
Conclamo-vos portanto, homens e mulheres de bem deste país, a juntar-se numa campanha contra a publicidade de achocolatados, perigo que paira sobre as cabeças do futuro de nosso brasil, enfeitiçando crianças e adolescentes a acreditarem que suas vidas serão muito mais interessantes após o consumos destes produtos. Urge fazer algo contra os interesses que movem o comércio de produtos lácteos, interesses, sabemos nós, muito mais interessados no bem estar dos jovens de Vevey, na Suíça, que no dos jovens brasileiros.
Em último lugar, expressamos nossa confiança na classe política brasileira; cremos que nossos nobres deputados e senadores volverão seus olhos a essa ameaça e, em nome da saúde do brasil futuro, a extirparão de sobre nós, com a força da lei.
Por Igor, 01:20 PM | Comentários (1)
O método anglo-saxônico para alcançar a iluminação consiste em fazer girar batatinhas num espeto. Já o método latino é mais simples: Basta espirrar dizendo "Guarda-Chuva!". Cuidado apenas para não esquecer da exclamação.
You're in my mind all the time, I know it's not enough; if the sky could crack there must be some way back to love (only love).
Por Igor, 07:33 PM | Comentários (2)
Eu gosto à noite, quando o vento é forte,
de ocultar meu rosto em teu cabelo
e lá ficar até que possa sê-lo,
e sê-lo humilde, um fio, até a morte.
Eu gosto à noite, quando venta forte,
De ir à rua andar de bicicleta:
O vento é cauda, e eu sou o cometa,
sem rumo, por amor e por esporte.
Eu vento à noite quando o gosto tenta
passar-se além do próprio e justo escopo.
Eu anoiteço o gosto quando venta,
mesmo que o sol do céu esteja no topo.
A noite, o vento e o gosto são irmãos.
Por Igor, 07:16 PM | Comentários (1)
Oh, Porco, disse eu, que coisa, não?
Você não faz idéia de onde estamos,
Mas juro: Logo, na Praia de Ramos
Estaremos, se não errei a mão.
-
Que triste! Eu pensava que era hora
De dar-te este regalo, pois bem via
Que o efeito sobre ti da maresia
Tornava-te aromático; uma amora.
Mas vejo agora que estou enganado,
Não há mais porco algum! Triste ilusão!
Matei-te, porco, e foste devorado.
Oh, Porco, causas-me alucinação
Medonha; tremo embora acordado!
Não há aroma de amora, há indigestão!
Por Igor, 08:51 PM | Comentários (1)
Há uma rede de supermercados que promoveu em sua loja aqui na cidade onde moro o "Dia da Carne", vulgo ontem. Funciona assim: As estantes com bifes e peças para escolha do cliente são esvaziadas e quem quiser comprar carne precisa esperar numa fila para levar a carne cortada na hora, sem a opção de escolher se aquele filé está bem cortado ou se a alcatra está com muito ou pouco sangue. A fila, quando cheguei, tinha cerca de quinze pessoas. Ora, vive-se sem carne também.
No caminho para casa, sempre vejo - de dentro do ônibus - uma loja designada, por cartazes em sua única vitrine, de Sex Shop. A loja parece ter uns 4 metros quadrados, e tudo que consigo ver da rua são calcinhas cafonas e vendedoras feias. Mas faz sentido, gente feia parece que só pensa em sexo; lembro dos infelizes que estudaram comigo, com aquelas fuças, se achando os maiores comedores da história.
As pessoas aqui, que engraçadas, vivem me ensinando coisas. Geralmente falam de política, e me ensinam coisas sobre política. Quando estou com paciência, isto é, nunca, ouço quietinho; nas outras vezes pergunto quais são suas opiniões sobre a política tributária de Vespasiano. Deveria bastar para calá-los, mas não.
Aqui os crentes ouvem música evangélica em carros com caixas de som no porta-malas, em volume suficiente para impedir um sujeito honesto de prestar atenção na novela das sete. E os cantores de seresta nos bares puxam uma appogiatura muito aguda, em falseto, a cada nota com que os compassos das músicas começam, numa estética um pouco parecida com a do grunge. Não que eles saibam que estão fazendo isso; o efeito final parece um soluço.
Por Igor, 01:14 PM | Comentários (1)
Passando em frente a uma locadora, vi entre os cartazes dos filmes recenter algo sobre "Caça ao Tesouro" e me surpreendi que ainda se fizessem filmes sobre o assunto. Surpresa burra, durou poucos segundos. De fato, poucos temas restam além desse; e mais, qualquer estória do gênero é mais próxima da realidade que as que se pretendem realistas.
Toda vida é uma caça ao tesouro - incluindo algumas caçadas a tesourinhos -, todos estamos sempre em busca de algo, e geralmente algo bem valioso. Todos corremos inúmeros perigos no caminho, assim como todos sabemos que só os coadjuvantes morrem no meio do caminho.
E todos nós podemos passar por um momento em que, com a bolsa carregada de jóias às costas, tentamos atravessar uma série de obstáculos sob as flechas dos selvagens. Se chegar o seu momento - quando chegar esse momento - não esqueça: O tesouro pode parecer um estorvo para a fuga, mas é por causa dele que você está ali. Não se livre dele. É sem o tesouro que a flechada mais machuca. Se tiver que optar entre o peso do ouro e o peso dos cantis de água, jogue o líquido fora. É com a água e sem o ouro que a sede mata mais rápido.
Se não agir assim, o sofrimento será maior. Dou poucos conselhos, mas geralmente são bons.
Por Igor, 07:25 PM | Comentários (2)
Amiga minha (se a qualificação não a ofende) começa a trabalhar dentro de dois dias úteis. Conselho que dou a ela hoje, quinta-feira: Lembre-se de amanhã como o dia mais feliz de sua vida.
"Mas eu só começo na segunda!"
Por isso mesmo.
Por Igor, 01:15 PM | Comentários (1)
A música brasileira, de uma forma geral, quando não é brega é chata. Daí, para se descrever exatamente qualquer cantor/a, dupla, grupo ou orquestra por aqui, deve-se fornecer dois números: o coeficiente de breguice e o de chatice.
Por exemplo cito Roberto Carlos, que é chamado Rei, num país dolorosamente republicano, por ter atingido a menor taxa de chatice possível sem que a breguice chegasse a um ponto sem volta.
Robertinho não precisa provar nada; é fato que escreveu um punhado de boas canções, nem muitas nem muito boas, mas o suficiente para ser infinitamente superior a qualquer Caetano Veloso ou Milton Nascimento: Superior porque muito menos chato e só um pouquinho mais brega.
Mas não é para elogiar o Roberto Carlos que escrevi este texto. O que quero lembrar a vocês é: O Roberto Carlos era um astro pop em Pindorama, quatro décadas atrás, cantando coisas como
"Broto tem que usar monoquini
Não suporto mais o biquini"
O que, convenhamos, não é muito melhor que festas no apê d'estora. Imagino até que, da mesma forma que hoje acham o Latino horroroso, tempos atrás alguém deve ter considerado o Roberto Carlos, com aquele cabelo e aquelas roupas, um completo papanatas (o que não melhora em nada a situação do Latino, diga-se).
Daí concluo que, em quarenta anos, há grandes chances de Latino ser chamado "Rei". Afinal, até a gente como Pelé e Xuxa já se deu majestade nas bandas de cá. Basta que alguém aceite o papel de sucessor do amigo Erasmo Carlos, o Richelieu da Amigo Records. Voto em mim mesmo, afinal, música popular dá dinheiro.
Por Igor, 09:13 PM | Comentários (3)
Por Igor, 08:44 PM | Comentários (0)