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maio 23, 2005

Palavras feias

Este é um post fura-fila: André, o Kenji, tanto quer ler um post sobre sexo que pediu duas vezes. Aí vai.

O que mais me incomoda, quando se trata de sexo, é o verbo transar e todas as palavras daí derivadas. Nenhum puritanismo; é que se trata de uma palavra feia, esteticamente feia. O ato, que estou sempre muito inclinado a considerar larger than life, fica parecendo uma tremenda babaquice quando referido assim - transar.

Façamos assim: Podem fazer o que quiserem, o escambau. Mas não vão transar, porque isso é profundamente panaquinha - algo que atrizes fazem com atores em más novelas. "Transei com o Murilinho" - minha filha, teria sido melhor ficar em casa estudando sânscrito.

Para facilitar as coisas, imaginem uma pessoa realmente sexy - gosto não se discute, escolham entre Henry Miller ou Santa Teresa, Ella Fitzgerald ou Barry White, à vontade - e tentem imaginar essa pessoa fazendo o que se chama transar, esta versão plastificada do sexo, uma extração de espinhas de caráter lúbrico. Não funciona - porque o que se requere para transar é o que eles não tinham a oferecer: A sem-gracice de uma adolescente abaixando as calcinhas como se prestes a tomar banho.

Há muitos outros nomes para a coisa, que não escrevo aqui em respeito aos olhos mais castos. Mais uma vez, escolha livre. Da sinceridade de um Jair Beirola à dissimulação cínica das bandas de Glam Rock, cujos membros se utilizavam da onírica e hoje quase universalmente considerada ridícula designação fazer amor - isso com três ou quatro groupies por noite - tudo é melhor do que fazer sexo, não importa a duração, qualidade ou intensidade, e dizer que está transando.


Makin' love, Makin' love, Makin' love, all night long
Mire-se no exemplo!

Por Igor, 03:14 PM | Comentários (6)

maio 16, 2005

Da cidade

A primeira cidade que vi há de ter sido a primeira a me ver: Recife, em Pernambuco, onde nasci. Meu pai trabalhava lá na época e foi transferido menos de dois anos após Stevie Wonder encher os ouvidos das pessoas com "I just called to say I love you" - e não, o choro do bebê no começo da música não é meu.

Da cidade em que nasci nada posso falar, pois não me lembro.

Por Igor, 09:56 PM | Comentários (2)

maio 12, 2005

Audio You

Estou bonzinho. Na verdade, estou bonzinho assim, em itálico. E além de bonzinho, meio perdido. Mas não quero deixar o samba morrer.

Se eu pedir um favor, vocês fazem? Então.

Preciso de assunto. Qualquer um. Pedi, e vos será dado. Só isso; é que não sei sobre o que escrever. Prometo que entrego um post razoável sobre qualquer assunto que vocês pedirem, contanto que não seja algo genérico demais.

Aqui em baixo, onde tá escrito "Comentários". Achou? Aí.

Por Igor, 01:44 PM | Comentários (8)

maio 09, 2005

Pois não posto há tempos

Diz o Márcio Guilherme que me passa esta porque não posto há tempos. Mentira, brada toda a natureza criada e incriada! Contra calúnia assim, aqui del Rei! De qualquer forma, segue a bola. Vejam como eu isolo bonito.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Não sei. A Bíblia Sagrada, eu diria. Se me lembrarem que a Bíblia é uma coleção de livros, escolho o livro de Jó, ou um dos evangelhos.

Já alguma vez ficaste apanhadinho por um personagem de ficção?
A Magali foi uma efêmera paixão de infância; o amor passou quando pensei nas contas de supermercado, se nos casássemos. Além dela, algumas mulheres do Decamerão.

Qual foi o último livro que compraste?
Dois: Claro Escuro, de Gustavo Corção, uma excelente argumentação sociológica, e somente no trecho final religiosa, contra o divórcio; e a História de Roma do Mário Curtis Giordani.

Qual o último livro que leste?
O mesmo Claro Escuro do item acima.

Que livros estás a ler?
Um vagabundo toca em surdina, do Knut Hansum; História de Roma, do M.C. Giordani; Nosso Homem em Havana, do Graham Greene; e Uma Campanha Alegre (2 volumes), do Eça.

Cinco livros que levarias para uma ilha deserta?
Só pode ser cinco? Até agora não vi ninguém obedecendo a isto, então, para bagunçar, eu vou.
A Bíblia Sagrada, em primeiro lugar. Algum volume com contos infantis - Wilde, Andersen, Perrault, Esopo. Orthodoxy, do Chesterton. Decamerão, do Giovanni Bocaccio. E a Comédia, de Dante Alighieri.

Três pessoas a quem vais passar este testemunho e por quê?
À Olívia, que estuda letras e será divertido imaginá-la espantando os avantesmas que se agarram nas pernas dela, e ficam sussurrando coisas grotescas como Semiótica;ao Nelson da Praia, que perdeu um braço na guerra e deve ter, por conta disso, ótimas dicas literárias; e ao John Santos, porque sim.

Por Igor, 06:02 PM | Comentários (2)

maio 05, 2005

Agradecimentos

Eu tenho uma certa mania por gratidão. Gosto tanto de agradecer que às vezes chego a pedir favores pouco necessaários, para ter a quem dizer obrigado. Por enquanto, agradeço: Miss Veen, Olivia, Jorge Nobre, Alex Castro, Pedro Dória, John Santos, Mari (Supernova), DaniCast, Manuel Parangolete, Smart Shade of Blue, Alexandre Soares Silva, Fábio, Gejfin,Farmer, André Kenji, Ismael e outros, se os há, que de forma ou outra induziram pessoas inocentes a gastar seu tempo neste portal; outros, se os há, por favor se manifestem, porque sou burro e possivelmente não os encontrei. E por isso, aos outros, se os há, peço desculpas.
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E vão ler C.S. Lewis(Esta é uma das minhas frases para desejar bom dia). Sponsored by the same John Santos, who is in his way to become a latin jazz legend.

Por Igor, 01:49 PM | Comentários (4)