800x600, pelo menos. Maximize a janela, por favor. E se você não está vendo esse blog direito porque usa algo além de IE, Firefox ou Opera, convenhamos, a culpa é minha?

« Proibições | Principal | Gerinaldo, o »

abril 26, 2005

Poema a um amigo que me elogiou.

Meus dedos não soltam raios:

São falhos. Rimo meus medos
Em credos tão esquecíveis
que não esqueço tão cedo.

Mas que olho atento cura
Do que digo, se o faço
Nesta chã linguagem dura,
Neste arremedo de traço
Poético: cara-dura,
Rima achada sem procura?

Quem se importa se eu não?
Será o caso que, vendo-me
dono de um cérebro anão,
Seja visto como torre?
O bom senso sempre morre
se dá chance à sensação
que é fértil meu talento.

Para tal erro, um alento:
Meus dedos se rebelaram.
Cansaram-se do trabalho
cego que lhes pus às unhas;
como cordas se trançaram.
Estarão assim, revoltos,
Parecendo retirados
Por um tempo ou dois. Então

Voltarão a chatear-te.
Por-se-ão, outra vez, soltos,
Fingindo produzir arte.

Por Igor, abril 26, 2005 01:14 PM

Comentários

Olá!
Aqui também é um excelente lugar.
Excelente idéia a de vcs.
beijos

Posted by: Maria Rita at abril 27, 2005 04:25 AM

Comentar




Remember Me?