Naïf Gendarme

2 02UTC abril 02UTC 2009

Na pedrada

Arquivado em: Uncategorized — Igor Barbosa @ 2:08

Eu já disse aqui mesmo no blog que zeitgeist comigo é na pedrada, e continuaria sendo se eu não tivesse descoberto recentemente que pedrada agora tem conotação sexual. Não quero ser imaginado making sweet, sweet love to the zeitgeist. Agora chamo o exorcista.

Por outro lado, acho bom que a sexualidade empreste seus verbos dos quadros violentos da linguagem – prefiro termos como “pedrada” e “madeirada” a outros que correm mundo para descrever os naughty acts que o povo faz por aí. Lembro que, do único livro de Jorge Amado que li, a única coisa boa que me lembro era o verbo com que o velho comunista descrevia os atos físicos: Derrubar, as in “derrubar negrinhas na areia”, coisa que, se eu fosse um pivete soteropolitano, acharia muito apropriado. Como não sou, não acho, e não apenas por ser casado como por não aprovar essas safadezas, não sairei derrubando branquinhas nem negrinhas na areia, até porque moro longe da praia.

Mas se, em algum momento, um ato sexual vai ser indicado verbalmente, que fiquemos assim: É uma luta. Tratemo-lo como tal. Isso me lembrou um trecho do Gustavo Corção, em que ele comparava o casamento a um duelo: Em ambos há padrinhos, que verificam a igualdade das armas e tentam uma última reconciliação. No casamento, as armas são muito desiguais, e as oportunidades de reconciliação serão muitíssimo abundantes, pois a duração da contenda entre os cônjuges é a mesma que a daquela entre os duelistas: até que a morte os separe.

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