Naïf Gendarme

6 06UTC janeiro 06UTC 2009

Mas então

Arquivado em: Uncategorized — Igor Barbosa @ 10:40

Eu estava aí falando sobre crise na Igreja (doravante CNI) como quem fala do mau desempenho do Flamengo na Copa do Brasil, quero dizer, como quem fala sobre algo que todo mundo está acompanhando desde o começo, relacionando com a novela (e naquele dia que a Maria Angélica disse pro Murilinho que gostava dele só como amigo perdeu pra ponte preta por três a um, rapaz, e o juiz ainda anulou um gol que tava impedido) e com o jornal. E não é assim, vez que para quem está de fora o assunto aparece de uma maneira totalmente diferente da maneira como aparece para os insiders, e não apenas em profundidade, mas em essência.

Vajamos então ao busílis, conhecendo os contendores.

De um modo geral, católico é aquele que

a) Recebeu o sacramento do batismo de um cristão previamente batizado, com a intenção de apagar o pecado original, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo;b) Crê em um só Deus, Pai onipotente, Criador do céu e da Terra, visibilium e invisibilium omnia, etc.c) Cumpre os mandamentos da lei de Deus e os da Igreja (Missa dominical e nas festas de guarda, confissão e comunhão ao menos anual, dízimo conforme o costume, etc.)

Não há diferença de importância entre a), b) e c). Os três critérios são eliminatórios. Isto posto, vejamos os católicos envolvidos na CNI:

a) Modernistab) Tradicionalistac) Sedevacantista

As três facções são apenas isso: Facções, e por isso mesmo contrárias à vontade de Deus para a Igreja e obstáculos à Igreja em seu trabalho.

Os modernistas são aqueles que, depois do Concílio Vaticano II e a promulgação do Novo ordinário da Missa, em 1969, tentaram (e no Brasil tiveram enorme sucesso) criar uma nova igreja dentro das estruturas da Igreja de sempre, e hoje podemos falar de duas correntes que seriam antagônicas: A Teologia da Libertação, Marxista, materialista e socializante, e a Renovação Carismática, Misticista e individualizante até o ponto da nuclearização – a despeito dos bailes que promovem: por mais que os corpos estejam em contato, as mentes continuam isoladas, o que é um efeito da estupidificação que seu blá-blá-blá promove em seus membros.

De uma certa forma, a TL não tem mais força em seu discurso, que só convence ainda algumas pessoas em lugares muito pobres: Não o suficiente para levá-las a uma atividade política (ou ainda pior, uma atividade pastoral politizada), mas apenas para formar suas idéias, sua maneira de ver o mundo. O que já é bem ruim.

A RCC cresce hoje principalmente graças à Canção Nova, que é uma grande rede de comunicação: Contam com uma emissora de TV, publicam livros, CDs, possuem um santuário para retiros, etc. Seu estilo é o mesmo dos evangélicos pentecostais: Emocionalismo ridículo e histérico, ênfase na natureza servidora, quase servil, de Deus (ele existe para curar suas doenças, rechear seu bolso e encerar seu carro), frouxidão doutrinária disfarçada de sofisticação intelectual pega-trouxas.

A TL peca por promover excessivamente a união entre os fiéis sem que haja o princípio divino que motiva, dá eixo e fortalece a comunhão; a RCC por promover uma suposta presença massacrante de Deus na vida dos participantes, que se sentem aniquilados e estupefatos por esta onipresença. Se fosse verdade, seria como se todo recém chegado à Igreja através da RCC já se tornasse, ao passar pela porta, um místico com anos de oração, penitência e contemplação.

Na prática, ambos são materialistas: A TL por sua natureza e a RCC por suas ações, uma vez que o “espírito santo” que lá age é puramente hipnose, auto-sugestão e vontade chã de aparecer.

São estes dois elementos modernistas que se encontram misturados, em maior ou menor grau, na imensa maioria das paróquias do Brasil e da América Latina. O modernismo católico no resto do mundo assume algumas características semelhantes, mais adequadas às circunstâncias locais.

(Continua amanhã)

5 05UTC janeiro 05UTC 2009

En el cinco de enero, conga conga conga

Arquivado em: Uncategorized — Igor Barbosa @ 14:12

Hoje o Naïf Gendarme completa cinco anos incompletos, de idas e vindas, rants de postagens e semanas de abandono, chinelagem e boa vontade. No mesmo dia nascia o altovolta, cujo dono eu viria a conhecer alguns meses depois. Destes dois blogs e mais Márcio Guilherme e Farsantes (O mesmo Márcio com o Bruno Rabin) nasceu este portal, que de lá para cá ganhou muita coisa: Bons autores, temática interessante e variada, e vários etcs.

Melhores coisas, relacionadas ou não ao blog, de lá pra cá:

- Meu casamento e meu filho- www.apostos.com- www.pensamentoscativos.com- meu abandono do vegetarianismo- meu primeiro livro- grandes, médios e pequenos amigos- minha conversão ao catolicismo- posts que não me matam de vergonha

Tá funcionando. Que venham mais cinco.

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