Um ano é uma coisa muito engraçada. Enquanto não se completa, ainda não existe – e no instante exato que se completa, deixa de existir, torna-se passado. Eu, como sempre fui muito limpinho e decente, aprendi desde criança a gostar de coisas passadas: A roupa fica muito melhor e adorna ainda mais meu bem proporcionado corpo de jovem saudável. O tempo passado, assim, é como um tempo que podemos vestir muito bem, pois está pronto para isso.
Os tempos passados que foram para o cabide servem muito bem, se o cabide for decente; mas há poucos prazeres maiores que vestir, num dia frio, uma camisa recém-passada… e dos prazeres pouco lembrados, este será talvez o maior. O passado recém passado ainda está quentinho. O “um ano” que acabou de se esvair ainda está bem visível, quase palpável – e foi muito bom. Acabou um ano, um ano já temos.
Gee, então chegou a hora de dizer adeus. Como este sincero predisse (previsão), estou sendo autêntico e saindo do portal. No mais, a todos os colegas de portal – um grande abraço, ou beijos para quem os quiser, com cafungadas opcionais no cangote; e, cumpádis, grande honra ter estado entre vocês. Obrigado.
O blog fica aqui, parado, morto. E eu vou sumir, oras! O que é que vocês esperavam?
Brincadeira, brincadeira. Só não vou mais publicar neste blog, mas quem quiser ainda poderá me encontrar pendurado num dos galhos daquela árvore de sempre, naquela praça mesmo.
