Faltava-me inspiração para escrever sobre o tema de nossa aposta quando a musa entrou pela janela de alumínio, que estava aberta, e sentou-se na cadeira ao meu lado, cheirando a alfazema.
As musas usam perfumes old-fashioned. Contou-me que mamãe Mnémosine ainda era pior, não se desfaz do leite de rosas. Mas que musa era aquela?
- Tália?- Melpômene.
Chiei. Para meu objetivo bastava-me melhor Érato. Melpômene entendeu minha reclamação e disse que não adiantava desejar Terpsícore, Érato ou Tália; não eram para mim o a dança, desejo e o carnaval… Destino me reservava a tragédia, e a Destino devia me sujeitar. Evoé, Fado!
“NaaaaveeegueeeiNo velho Mar Egeu eu encontreiUlisses também chamado OdisseuQue de Ítaca muito tempo atrás foi rei…”
E já não era uma musa, mas nove penduradas num carro alegórico.
Morfeu filha da mãe, vai passar trote nas tuas negas!
[Para a aposta #6, "Carnaval, Sexo e Mentiras". Mais aqui]
