Naïf Gendarme

30 30UTC junho 30UTC 2005

Mas muda tudo

Arquivado em: Naïfismo — Igor Barbosa @ 18:18

Quantos gigabytes usados com música: Calculo em torno de 10GB, entre hds e cds com arquivos baixados. Devia ser maior o espaço com música, é que o Kazaa é horroroso e só há uma semana que descobri o limewire.

Último CD que comprei: Último mesmo foi um single do Moloko, na Austrália, e era presente. Para mim, um com 16 valsas de Brahms e trechos de sua sinfonia em Dm (Não lembro o #, mas é aquela que começa parecida com a nona de Beethoven).

Música tocando no momento: Staring at the Sun, U2. Antes dela era Speakeasy, Shed Seven, e depois vem Autumn Leaves, Chet Baker.

Cinco músicas que tenho escutado bastante:

  • Big Yellow Taxi – Counting Crows ft. Vanessa Carlton
  • On the Inside – Something with Numbers
  • Revenga – System of a Down
  • Fea – Carlos Gardel
  • Handsome Devil – Sweet Diesel (Gracias, John!

Estou sempre ouvindo Smiths, REM, U2, Foo Fighters, Smashing Pumpkins e Weezer também.

Pessoas para quem estou passando: John Santos, para ver quantas vezes uma pessoa fala de smiths num só post; Gladstone, como estímulo a postar e porque foi o único que respondeu outra a lista, a dos livros; e aos amigos de apostos, se quiserem.

++++++++++++++++++++++P.S.:Repararam no layout novo? Pois é. Digam por favor se está, se não bonito, pelo menos funcionando bem, em suas resoluções e navegadores. Obrigado.

28 28UTC junho 28UTC 2005

Uma campanha relevante

Arquivado em: Ortodoxia — Igor Barbosa @ 13:20

Sempre ouvi críticas à publicidade de cigarros, dizendo que as peças retratavam um sujeito que tinha tudo que se podia querer e associando seu sucesso ao hábito de fumar. Se faziam isso, não vejo nada de errado. O consumo de cigarros sempre foi vedado a pessoas com menos de dezoito anos (não que isso seja obedecido, mas a regra é essa), e quem tem mais de dezoito anos devia saber que acender um free não vai te transportar para dentro de um volvo com duas suecas alisando sua perna.

Perigo muito maior existe nas propagandas de achocolatado. A última de Nescau, então, é uma grave ameaça: Em primeiro lugar porque o produto tem por público-alvo justamente os menores de dezoito anos, de quem se espera menor capacidade de discernimento; em segundo porque associa ao consumo do produto êxitos ainda mais absurdos. Listo: O rapaz, aparentando uns quinze anos, toca bateria com destreza, e depois executa uma vertiginosa série de saltos mortais até chegar aos cientistas – seus subalternos – para provar o novo nescau.

Daí teremos adolescentes acreditando que o consumo de nescau os fará capazes de desbancar Taylor Hawkins e Daiane dos Santos em suas respectivas áreas, além de chefiar uma equipe de cientistas, e tudo isso aos quinze anos; quando todos sabemos, nós adultos realistas e espertões, que isso é absolutamente impossível, principalmente no caso daqueles que consomem muitos produtos como Nescau, Toddy (principalmente essa horrorosa versão com coco), Xocopinho e assimilhados; destes sabemos que aos quinze anos estarão, muito provavelmente, gordos e totalmente incapazes até de tocar flauta e passar na roleta do ônibus sem ser de lado.

Conclamo-vos portanto, homens e mulheres de bem deste país, a juntar-se numa campanha contra a publicidade de achocolatados, perigo que paira sobre as cabeças do futuro de nosso brasil, enfeitiçando crianças e adolescentes a acreditarem que suas vidas serão muito mais interessantes após o consumos destes produtos. Urge fazer algo contra os interesses que movem o comércio de produtos lácteos, interesses, sabemos nós, muito mais interessados no bem estar dos jovens de Vevey, na Suíça, que no dos jovens brasileiros.

Em último lugar, expressamos nossa confiança na classe política brasileira; cremos que nossos nobres deputados e senadores volverão seus olhos a essa ameaça e, em nome da saúde do brasil futuro, a extirparão de sobre nós, com a força da lei.

20 20UTC junho 20UTC 2005

Repost – Oh, Porco!

Arquivado em: De Profundis — Igor Barbosa @ 20:51

Oh, Porco, disse eu, que coisa, não?Você não faz idéia de onde estamos,Mas juro: Logo, na Praia de RamosEstaremos, se não errei a mão.-Que triste! Eu pensava que era horaDe dar-te este regalo, pois bem viaQue o efeito sobre ti da maresiaTornava-te aromático; uma amora.

Mas vejo agora que estou enganado,Não há mais porco algum! Triste ilusão!Matei-te, porco, e foste devorado.

Oh, Porco, causas-me alucinaçãoMedonha; tremo embora acordado!Não há aroma de amora, há indigestão!

16 16UTC junho 16UTC 2005

Arquivado em: Naïfismo — Igor Barbosa @ 13:14

Há uma rede de supermercados que promoveu em sua loja aqui na cidade onde moro o “Dia da Carne”, vulgo ontem. Funciona assim: As estantes com bifes e peças para escolha do cliente são esvaziadas e quem quiser comprar carne precisa esperar numa fila para levar a carne cortada na hora, sem a opção de escolher se aquele filé está bem cortado ou se a alcatra está com muito ou pouco sangue. A fila, quando cheguei, tinha cerca de quinze pessoas. Ora, vive-se sem carne também.

No caminho para casa, sempre vejo – de dentro do ônibus – uma loja designada, por cartazes em sua única vitrine, de Sex Shop. A loja parece ter uns 4 metros quadrados, e tudo que consigo ver da rua são calcinhas cafonas e vendedoras feias. Mas faz sentido, gente feia parece que só pensa em sexo; lembro dos infelizes que estudaram comigo, com aquelas fuças, se achando os maiores comedores da história.

As pessoas aqui, que engraçadas, vivem me ensinando coisas. Geralmente falam de política, e me ensinam coisas sobre política. Quando estou com paciência, isto é, nunca, ouço quietinho; nas outras vezes pergunto quais são suas opiniões sobre a política tributária de Vespasiano. Deveria bastar para calá-los, mas não.

Aqui os crentes ouvem música evangélica em carros com caixas de som no porta-malas, em volume suficiente para impedir um sujeito honesto de prestar atenção na novela das sete. E os cantores de seresta nos bares puxam uma appogiatura muito aguda, em falseto, a cada nota com que os compassos das músicas começam, numa estética um pouco parecida com a do grunge. Não que eles saibam que estão fazendo isso; o efeito final parece um soluço.

10 10UTC junho 10UTC 2005

Manual de caça ao tesouro, introdução

Arquivado em: Ortodoxia — Igor Barbosa @ 19:25

Passando em frente a uma locadora, vi entre os cartazes dos filmes recenter algo sobre “Caça ao Tesouro” e me surpreendi que ainda se fizessem filmes sobre o assunto. Surpresa burra, durou poucos segundos. De fato, poucos temas restam além desse; e mais, qualquer estória do gênero é mais próxima da realidade que as que se pretendem realistas.

Toda vida é uma caça ao tesouro – incluindo algumas caçadas a tesourinhos -, todos estamos sempre em busca de algo, e geralmente algo bem valioso. Todos corremos inúmeros perigos no caminho, assim como todos sabemos que só os coadjuvantes morrem no meio do caminho.

E todos nós podemos passar por um momento em que, com a bolsa carregada de jóias às costas, tentamos atravessar uma série de obstáculos sob as flechas dos selvagens. Se chegar o seu momento – quando chegar esse momento – não esqueça: O tesouro pode parecer um estorvo para a fuga, mas é por causa dele que você está ali. Não se livre dele. É sem o tesouro que a flechada mais machuca. Se tiver que optar entre o peso do ouro e o peso dos cantis de água, jogue o líquido fora. É com a água e sem o ouro que a sede mata mais rápido.

Se não agir assim, o sofrimento será maior. Dou poucos conselhos, mas geralmente são bons.

9 09UTC junho 09UTC 2005

Um pequeno piece of conselho

Arquivado em: Naïfismo — Igor Barbosa @ 13:15

Amiga minha (se a qualificação não a ofende) começa a trabalhar dentro de dois dias úteis. Conselho que dou a ela hoje, quinta-feira: Lembre-se de amanhã como o dia mais feliz de sua vida.

“Mas eu só começo na segunda!”

Por isso mesmo.

6 06UTC junho 06UTC 2005

Como é grande

Arquivado em: Divina Comédia — Igor Barbosa @ 21:13

A música brasileira, de uma forma geral, quando não é brega é chata. Daí, para se descrever exatamente qualquer cantor/a, dupla, grupo ou orquestra por aqui, deve-se fornecer dois números: o coeficiente de breguice e o de chatice.

Por exemplo cito Roberto Carlos, que é chamado Rei, num país dolorosamente republicano, por ter atingido a menor taxa de chatice possível sem que a breguice chegasse a um ponto sem volta.

Robertinho não precisa provar nada; é fato que escreveu um punhado de boas canções, nem muitas nem muito boas, mas o suficiente para ser infinitamente superior a qualquer Caetano Veloso ou Milton Nascimento: Superior porque muito menos chato e só um pouquinho mais brega.

Mas não é para elogiar o Roberto Carlos que escrevi este texto. O que quero lembrar a vocês é: O Roberto Carlos era um astro pop em Pindorama, quatro décadas atrás, cantando coisas como

“Broto tem que usar monoquiniNão suporto mais o biquini”

O que, convenhamos, não é muito melhor que festas no apê d’estora. Imagino até que, da mesma forma que hoje acham o Latino horroroso, tempos atrás alguém deve ter considerado o Roberto Carlos, com aquele cabelo e aquelas roupas, um completo papanatas (o que não melhora em nada a situação do Latino, diga-se).

Daí concluo que, em quarenta anos, há grandes chances de Latino ser chamado “Rei”. Afinal, até a gente como Pelé e Xuxa já se deu majestade nas bandas de cá. Basta que alguém aceite o papel de sucessor do amigo Erasmo Carlos, o Richelieu da Amigo Records. Voto em mim mesmo, afinal, música popular dá dinheiro.

1 01UTC junho 01UTC 2005

Revol

Arquivado em: Naïfismo — Igor Barbosa @ 20:44

modigliani
Raus Raus, Fila Fila!

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